sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cais, 31 de março de 2008

Instantes atrás folheei minha vida acadêmica enquanto procurava a ti, borrão.

Peguei a pasta onde estavas guardado, em tua procura e, tendo me esquecido do que estava fazendo, folheei certidões, certificados, requerimentos, declarações, desta vida que, coincidentemente, será depois de amanhã.

Depois de amanhã “todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático serão convocadas por um edital”. Serei mulher lida, culta. HÁ-HÁ-HÁ. Ainda dependo da aprovação de 4 créditos. Comigo mesma tenho, também, créditos em déficit. Única alternativa: ação.

Apelo pra reza. Acredite, ela me mobiliza. Movimenta coisas que em outra circunstância estariam adormecidas, ou entorpecidas, ou esquecidas. Ou ainda estariam outra coisa, ou nenhuma das alternativas.

Rezo para ter forças de começar a estudar para o que eu acho que pode me dar algum retorno, como até agora não veio. Rezo para ter forças de conseguir entrar na rotina, acordar cedo, me alimentar bem, fazer exercícios físicos. Tomar Gerovital, contribuir para que as sinapses mnemônicas funcionem. Ler repetidamente para reter.

Enquanto isso, vivo. Velo o sono de Um Amor. Ele já vive o depois de amanhã, está cansado, enquanto estou aqui insone de medo deste mesmo tempo. Dorme, e é lindo. Preciso acordar cedo, vou colocar o despertador. Não sabe Um Amor que temo, na mesma medida que desejo. Tremo.

Tremia por dentro ao encontrá-lO. Olhava, lá pro alto, onde estavam os seus olhos, ainda distantes dos meus. Até que Ele abaixava para nos abraçarmos. Na subida os olhos trocavam, por segundos, a vibração que reverberava dentro, esquentando, denunciando o que estava acontecendo.

Isso faz tempo.

“O tempo não cura nada, só desloca o incurável do centro das atenções”. Argh! Esse pensamento soa forte, pesado. Como se fossem instransponíveis os obstáculos, como se fossem incuráveis as dores. Discordo. Minha memória contribui para isso. Ratifico: as falhas dela. As lacunas que sempre preencho ou preenchem-se ao sabor do vento, e sua lei, a natural dos encontros. Deixo e recebo um tanto, e vivo. E a vida vai impondo-se a mim, que me recuso e pronto. Vem de dentro...

Ontem senti sono. Muito sono, muito, pesado, deliciosamente tomou-me e cedi, simplesmente. Nem ouvi tocar o despertador. Fui acordada por circunstâncias outras e fiquei braba. Franzi a testa, respondi delicadamente, na medida do possível, a pergunta, virei a perna por cima do 4º travesseiro e dormi de novo. Estava precisando.

Também vou precisar inventar uma doença para justificar a necessidade de sonhar. É o único argumento que aceitam socialmente sem pestanejar. Preferencialmente anexando um atestado.

Era pra antes de ontem. Causa da maior urgência. Em verdade, verdade mesmo, era para novembro do ano passado mas nenhum anjo tinha me mandado a notícia. Ela estava pregada com durex como aviso, na porta da coordenação, é bem verdade, mas, em verdade mesmo a coordenação de psicologia me assusta. Lá sempre vivi fortes emoções. Uma delas, impaciência, uma coisa que, para aflorar de mim, realmente necessita de uma certa periclitância. Sou muito paciente. Mas, realmente, filas quilométricas, uma espera interminável para, ao final de 3 horas, em média, ser atendida por funcionárias ótimas, mas, também, humanamente com os nervos a flor da pele. Foi por ver o tumulto da coordenação de psicologia da UFPB que nasceu o sonho de ser servidora pública federal. Imagine só ter a possibilidade em mãos de colocar a coordenação de algum curso para funcionar com rapidez e eficiência? Poxa, tornou-se um interesse profissional. Minha meta, uma delas, para agir no mundo, fazer minha parte. E que os leitores não achem graça, falo sério. Vocês podem não estar ouvindo a entonação, mas falo sério. Provavelmente se estivessem ouvindo a entonação estariam rindo também, as pessoas acham engraçado o jeito como conto as coisas.

Nossa, hoje tive uma surpresa gigantesca. Rolei de rir, rolei literalmente, no chão, com a cabeça apoiada num colchão inflável fofinho. Entrelaçada, sorrindo em dupla, nossa, que parceria surpreendentemente engraçada com este que, justamente, justificou-se outro dia em estar tão reticente, diante de minhas perguntas. Estava assustada, não conseguia lê-lo, enviei um bombardeio de questionamentos que não se respondiam no olhar, na observação, nem no silêncio.

- Você está bem?

E ele respondeu a grande porcentagem das vezes que estava, muitas delas com um meneio de cabeça.

Realmente, se há algo que eu quero é que ele esteja bem.

Dorme. Enquanto tomava banho, ele adormeceu profundamente, não haveria situação melhor para este instante, faz tempo que não o vejo, o que não muda o que o desejo, que é o bem. Apaguei a luz e pisei macio. O saco de biscoito fez barulho, acordou o bichinho. Mas o sono pesado contribuía para a perfeição do cenário perdurar. Enquanto isso, ouço o ressonar e escrevo. Ainda que essas besteiras, escrever para mim é catártico. Faz bem. Tava precisando. Faz tempo.

E como o tempo faz e desfaz comigo...

Simplesmente não o domino. Não tenho as rédeas do meu tempo nas mãos e, ainda que as tivesse, não sei até hoje distinguir direita e esquerda, quão mais assim, sempre como o meu tempo faz, de supetão. Acaba que sigo reto. Ou então sou embalada, num barco, num ônibus, num passeio, no aceite de um convite. Fluo.

E de repente, me deparo num cais.

É depois de amanhã. Podia ter sido muito antes de ontem, mas eu fluo. Acabou acontecendo no tempo que era.

É chegada a hora. Nunca a minha vida esteve tão preenchida de histórias, emoções, vivências. Algumas vezes a sensação dos meus passos é de teletransporte: chega tudo muito rápido. Depois de amanhã meu irmão!

Mal convidei pessoas, ainda não chamei meu pai, ainda não tenho a roupa de pingüim, ainda não sei qual e onde será a programação lúdica da provável maior cachaça da minha vida. Se não a maior, mas a mais relevante, a da maior vitória até então, a maior conquista. Que, ao fim, não é nada.

Tranquilamente escrevo, cofio em uma mecha da franja, bebo água, como biscoito, perscruto com o olhar o espaço em busca de lençol. Penso se fumo, se não fumo... Perai, vou fumar, e geralmente começo pela mão que pego o lápis.

(...)

Pensei em colocar alguma onomatopéia, mas sempre achei ridícula essa tentativa de conter os sons. Nem Álvaro de Campos conseguiu fazer-me deixar de pensar isso. Até aqui, até devo ter utilizado algumas onomatopéias, não temo o ridículo e super incentivo as tentativas, considero-as uma atitude válida. Mas, soam ridículas.

“Sequer palavras existem para isso”, assim como não existe como descrever um êxtase, seja de qual for a natureza. O sentir é sublime e suplanta o verbo. Ouvir é sublime, som é sublime. Tem coisas que são indescritíveis. Inenarráveis. Duas palavras até então para tentar explicar isso. Talvez partituras, e sequer sei se estão de cabeça para baixo ou para cima, se pegar o papel com algumas. Agora o fascínio que sinto por sons, cores, música, arte, literatura... Estão de cabeça para cima, bem dentro.

Assim como e em semelhante medida está a vontade de fazer a diferença no mundo. E eu pretendo começar a estudar pro concurso da UFCG após o rehab da cerimônia de colação.

O sono bate e eu vou abraçá-lo. Amanhã acordo cedo para resolver o de antes de ontem, tendo antes cuidado bem, acarinhado bem Ao que O quero tanto quanto O temo.

E tremo ainda.

Depois de tanto tempo, mexe ainda, mobiliza ainda o trêmulo pelo encontrar dos olhos cor de mel, que olham pros meus e, hoje, cintilam.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Enxertos do que faço ou medito


Tudo o que faço ou medito
(Fernando Pessoa)

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

P.S.2:
(Leminski)
depois de muito meditar
resolvi editar
tudo o que o coração
me ditar

sábado, 15 de setembro de 2007

O acordar.


"Quem afirmaria, com a certeza das marés, que nascer não é a morte do conhecido? Saiu para o outro lado, transpor o útero e encontrar a incógnita, o que não foi dominado pela experiência. Deixar impiedosamente o calor amniótico, escorrer-se com o líquen sagrado, ver murchar o quente envolvimento placentário. Sai o ser da ambiência escura, movente e sem choques, abandona o encapsulamento aquoso para o destino da respiração solitária. O leito anímico se esvai, acompanha a fuga do ser que, abrupto, busca o destino da luz. Assombra as retinas o raio agressor, os ventos transformam as gomas em películas vítreas, o calor defronta-se com o vento. Estala um grito de engrenagem seca e, depois, o choro intermitente. Nascer é renascer do outro".

Jorge Anthonio e Silva, in Arte e Loucura

segunda-feira, 18 de junho de 2007

"E ainda a madrugada nos saudou na estrada / Que ficou toda dourada e azul."

Fase de comemorar a existência.
Após noites e noites sem dormir, hibernar num frio incomum até então, limpar os e-mails, organizar os "Favoritos", dormir de conchinha com pouca hora marcada, brindar na boate, na pastelaria, na casa da avó de Elis, na casa de Mô com o vinho que se comprou, poucos beberam e sobrou, pra comemorar again, fazendo faxina e assistindo "A Pedra do Reino".
Dos festejos e brindes, agora deglute-se um grau da entorpecência mais forte: coca-cola da tampa preta enquanto espero a receita.
Como se não bastassem os remédios de tarja cor similar, os das vermelhinhas, de sempre, e os livres (a tosse tá incomodando, um EMSzinho básico, xaropinho), mais a acrescentar como motivo de sempre buscar estar em clima de celebração.
O fim de semana foi mais "comemorativo", "brindando sim" durante todo o caminho com fermentados.
O tempo pede e merece.
'Não posso' beber, digo sim, e digo mais: fui lá e fiz. Não lido bem com impedimentos. Desejo-mulher, sempre forte: não passar vontade.
A sensação era de sonho.
Não há palavras que eu possa aqui lançar, com qualquer das maestrias que verifico nos queridos livros, que pudessem descrever a turba de sentimentos e visões vivenciados durante todo o fim de semana, muito menos a beatitude destes.
Lindo. Tudo o mais lindo, estávamos nós, faltava um, num muro desenhado entre os montes que subiam, subiam bem alto, desafiando mesmo o Olimpo.
Foi pro pouco, deuses, que não chegamos lá falantes e rintes que só a mulesta, pra perturbar: já estávamos no meio das nuvens, bem em cima das montanhas.
Um vale de um lado, melhor, uma vala dos dois. Pseudo-cânion nordestino: serra de Araruna.
Antes tivesse uma memória melhor para relembrar as aulas de Geografia e colocar aqui o nome do acidente geográfico, só sei que era um precipiciozinho, um do lado, outro do outro, com montanhas, e nós mesmo no meinho, dentro do carro, em cima do muro construido entre esses dois buracos, passando por entre as nuvens.
Os pássaros exibiram-se para nós. Começaram a nos aparecer os urubus, ainda na estrada de ida; na volta, corujas, de olhos faiscantes em contato com o farol do carro. Desafiadoras, lançavam as luzes fluorescentes, as "Espadas SkyWalkers" pra depois voarem, estendendo as suas asas compridas antes.
"-Gente, uma coruja!! Vocês viram uma coruja no meio da estrada?"
Ninguém tinha visto, mas outra mostrou-se depois, e suas espadas de luz, e suas asas estiradas antes de voar.
Conversamos com uma ave: um peru.
"-AAAAAAhhhhhhhhhh (grito estridente de mulher)!!!!"
"-Ah-glu-glu-glu-glu!!" respondeu o peru, na ida pra bela e banguela Pedra da Boca, inflamado e surpreso. Queríamos mais papo na volta, mas o peru devia ter entrado pra casa.
O estado de beatitude e percepção que disse "O Mundo de Sofia", imprescindível para florescer bons filósofos, realmente nos habitava: assustávamos com o que os outros talvez creditassem por banal, os nativos, os transeuntes, os viajantes, quaisquer destes que possam ter cometido o pecado de passar incólumes diante daquilo tudo. Falo mesmo custando a crer que existam, mas existe de tudo nesse mundo, não?
Acreditem: vivenciar a sensação de que existe Deus (DE NOVO) foi possível.
Pavões nos olhavam passar.
Piramos.
Demos ré pra vislumbrar.
O pavão posou pra foto, ficou nos olhando mais uns minutos, virou as costas, desceu da porteira e entrou.
Outra não poderia ser a essência daquela beleza inexplicável toda.
Beleza turqueza, verde, cinza, cintilante, aquosa, luminosa, "dourada e azul".
A felicidade inexplicável toda de pura contemplação.
A saudade gritante, cortante como o frio, doente como toda saudade, pulsava pontadas quentes que culminaram em lágrimas após o fim das 4 unidades do cartão telefônico. Em expressões muitas que saltavam do coração pra boca que falava, falava, falava sem parar. Saudades pungentes. Vivas, vivas, como o Amor tão pleno em minha vida, que adoeceu e ficou com medo do frio que realmente era frio de dar medo.
Festejo.
Agradecimento.
Brindes sim.
A existência tem muito, muito a ser brindada.
Agora sendo com coca-cola da tampa preta, pra esperar um feito da cozinha Alexandrina (bombásticaaaa!!): macarronada com calabresa e batatas gratinadas.
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Todos os agradecimentos do mundo pela existência de todos os que possibilitam uma vivência, uma existência, tão completa, de forma direta feito seta, e indireta.
A frieza da língua (credito mais a falta de destreza da que escreve, pensando bem), contraposta com a riqueza das experiências, acrescida pelo desconhecimento de muitas das palavras que pudessem conter, quem sabe cores, quem sabe sons fizessem melhor, percepções táteis fizessem melhor, farão mais que necessários outros capítulos sobre os muitos episódios vividos na terra da "bela e banguela" - que fez brotar-me um nome - e nos tempos mais que circundam esta que vos fala.
Extensas prosas.

sábado, 16 de junho de 2007

Palavras refletem reflexos de espelho.

"O que Pedro fala sobre Paulo diz muito mais de Pedro que de Paulo".

domingo, 10 de junho de 2007

ATO: NEGO ESTE CIDADÃO PARAIBANO!!!!

Ao abrir o orkut, eis que vejo uma mensagem:

"Olá a tod@s...

Convidamos tod@s os paraiban@s, e tbm aqueles/as que adotaram essas terras como sua, para estarem participando na sexta-feira 08/06, do ato: "NEGO ESTE PARAIBANO", às 9h no Espaço Cultural - Tambauzinho;
Em protesto a entrega do título de Cidadão Paraibano ao ex-presidente Fernando Collor, o pivô do mensalão Roberto Jefferson e aos que se dizem representantes do povo, e que propõem um absurdo deste;
Amanhã (quinta-feira 07/06) ás 15h na Praça da Alegria, UFPB, estaremos nos concentrando para uma oficina de preparo de todo o material para a sexta; e uma prévia troca de idéias. Tod@s são bem-vindos, tragam materiais que possam ser utilizados".

Tremi de indignação. Como é??? FERNANDO COLLOR DE MELLO RECEBENDO TÍTULO DE CIDADÃO PARAIBANO?

Nossa, fiquei sem reação por alguns poucos segundos. SIMPLESMENTE "DE CARA"!!! Segundos que se seguiram de tempos e mais tempos de uma profunda, mas muito profunda revolta. Um puta emputecimento.
Mas SERÁ POSSÍVEL?? Honrarias pra vigaristas???
E veio um super clã, uma matilha, uma quadrilha dos grandões: o Exmo. FDP. Mor Srº Fernando Collor e o Exmo. FDP. Srº Roberto Jefferson, réu confesso, digaê???
Acho que pra condecorarem ladrões de alto escalão (altíssimo) só faltou o Excelentíssimo Srº Juiz FDP. Nicolau dos Santos Neto. Mas seria só pra completar mesmo, porque lá dentro do plenário se gritasse "pega ladrão!!!" não ficaria um dos seletos exemplares do cenário político paraibano, que ostenta muitos deste espécimen e tinham vááários empaletozados "exemplares" por lá.
Lamentei amargamente só ter lido o scrap quinta a noite, já tinha se passado a reunião do pessoal na praça da alegria, mas não poderia NUNCA JAMAIS deixar de ir manifestar minha profunda indignação como cidadã!!!


Arre égua, será o caralho?
Fui, chamei amigos, levei tintas, minha irmã fez um cartaz e fui movida por muita indignação presa na goela, ainda que tímida, mas vivamente indigesta, tamanha ojeriza!!!
Como isso?? NÃO, CIDADÃO PARAIBANO, COLLOR DE MELLO, NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!


Uma orquestra da Polícia Militar ensaiava assim que chegamos, eu e minha irmã, as primeiras a chegar, acho, e ouvimos de fora do Espaço, ainda no meio da rua o som dos instrumentos afinando e depois ensaiando as peças, em decibéis sonoros, para a recepção.
Aos poucos foram chegando os companheiros de indignação, que 'só queriam ver' Fernando Collor e expressar posição contrária aquela condecoração.
Fomos reprimidos de todas as formas. Vieram e argumentaram sobre não poder tocar instrumentos naquele local (uma sonoríssima magnífica alfaia e um intrumento lá imensamente sonoro tb, mas que não sei o nome ao certo, que a galera levou), nem lembro bem quais as outras conjecturas tecidas pela mediadora dos interesses dos 'maiores'. Contradicto como tudo, afinal, a banda a minutos atrás estava tocando com a mulesta no mesmíssimo lugar!!

Claro, os manifestantes foram barrados na entrada, mas todos os demais cidadãos paraibanos puderam participar do evento.
Sem qualquer máscara: os manifestantes contrários não entravam.
Nem se tirassem a tinta da cara (tirada foi), colocasse camisa de botão (colocada foi), e com gravata ainda mais: cidadãos paraibanos contrários a Collor não entravam, com ou sem cartazes.
Mas, uma senhorinha, com cartaz amarelinho com coração de purpurina, com dizeres do tipo "Collor, eu te amo!! Gostaria de poder tirar uma foto com Vossa 'Exlência', se possível" entrou, e ficou lá na frentezinha, doidinha pela tão esperada foto.
Ela também manifestou repúdio pelo manifesto. Bradou, sozinha, pro riso dos seguranças e outros: "Vão embora daqui!! Eu amo Collor, o que é que vocês estão fazendo aqui se não gostam dele? VÃO EMBORA!!!"
Estávamos lá, todos, por sentimentos a Collor. Só que de outra natureza.
Tiraram a banda, mudaram a rota, Collor evaporou e entrou por qualquer outro lugar que não o pré-estabelecido, a rampa que dava acesso ao Cine Banguê. Afinal, "ninguém esperava reações contrárias", e quando vimos, nossa, parece que a polícia reproduziu!!! Tinham bem mais macacos do que quando eu havia chegado!!
Percebemos: Collor talvez não fosse entrar por ali. A banda tinha ido embora, estava mais vazio de gente no local.

"Pedro Medeiros não teme reações contra Collor na PB
06/06/2007 às 09:47

João Costa
O deputado estadual Pedro Medeiros (PSDB), autor da propositura do título de Cidadão Paraibano que será entregue ao ex-presidente Fernando Collor (PTB) na próxima sexta-feira, 8, disse que não teme a ocorrência de reações contrárias ou movimentos de protestos".

"Vamos pra entrada do palco!!!"
E foi lá a base pro ápice da indignação: também não nos deixaram entrar por ali.

Ficamos atrás da porta, ainda aberta, bem perto do plenário, onde os meninos e meninas tocavam alfaia, tambor, cocalho, apitos e bradavam gritos indignados.
A indignação devia estar soando muito forte: mandaram fechar a porta.
Pra quê?
Não adiantou muito o fechamento da porta, o barulho ainda ecoava dentro do plenário, segundo informações de "infiltrados".
Collor só podia ser "condecorado" aqui. Não podia sequer notar que tinha gente contra.
Sabe qual a solução?
SPRAY DE PIMENTA.
Isso mesmo, lançaram spray de pimenta na antesala do palco, onde estávamos. Detalhe: um policial sem identificação.
UM ABSURDOOOOOOOOOOO!!
Um absurdo, uma tirania, um abuso de poder, uma vergonha!!

E tímidas passagens figuraram em algumas televisões.
"Presidente Collor recebe título de cidadão paraibano e traz de volta às ruas o movimento dos caras-pintadas".
Tremi. Trememos de indignação e choramos de spray de pimenta. Bradamos as nossas manifestações.
"Paraibano, esqueça não, Fernando Collor fez e faz corrupção".
Porém em local diferente de nossas poltronas, camas, conversas em refeições. Não ficamos em casa, aplaudindo ou reclamando.
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"Para resfrescar a memória...
O ápice do processo de corrosão do governo de Collor, se deu em maio de 1992 - pouco mais de dois anos após a posse -, quando o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, deu entrevista à revista Veja acusando PC de comandar um esquema de grande corrupção, com a conivência do primeiro mandatário da República. Seguiu-se então um processo de investigação em que o Congresso, de um lado, através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a chamada CPI do PC, e de outro, de modo tão ou mais decisivo, a mídia, mobilizaram a opinião pública nacional em prol da apuração completa dos fatos e responsabilidades.
Comprovado o esquema de corrupção e o envolvimento do presidente, a CPI apresentou seu relatório ao país e entidades da sociedade civil - lideradas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - deram entrada no pedido de impeachment do presidente, o que levou a Câmara dos Deputados a afastar Collor do poder. A repercussão das acusações pela imprensa resultaram em uma indignação popular sem precedentes. Esta se acentuou na medida em que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), organizada para a averiguação dos fatos, acabou por descobrir ligações entre o presidente e os envolvidos diretamente nas negociatas que implicaram no desvio de milhões de dólares dos cofres públicos."
“O povo precisa se educar. Collor nunca foi condenado por nada, portanto não há motivos para reações. A única reação é de aplauso ao ex-presidente e atual senador da República” disse Pedro Medeiros - Deputado Estadual/PB".
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Os agradecimentos todos a todos que compareceram, a Edna, que me enviou o e-mail, que tinha sido enviado por Suzani (agradecimentos a ela também pela receptividade e atitude).
Vamos resgatar a nossa coragem roubada.

domingo, 27 de maio de 2007

Às donas do pedaço...

...elas, as traças... Versos que versam sobre essa falta de tempo e o mais contido neste, onde "falta" mas a expressão, sei lá, deveria ser outra. Falta tempo, porém, para ganhar-se mais... O mais: sentir não estar mais perdendo tempo.
Está sendo feito muito do tempo, é isso.
Quando vier a calmaria, espero viver um óciozinho, rezando que criativo. Desculpas aos passantes... Pelo menos, depararam-se por certo tempo com Pessoa e Magritte!!
Os versos:

LIBERDADE

Liberdade é correr como o vento,
Minuano a percorrer os pagos
é um cavalo selvagem no tempo
o grito preso na boca de escravos

Liberdade é sentimento de alma
inerente a cada um, ser humano
é a paz de uma manhã calma
ou o furor do ciclone soprando

É paradoxo entre ser ou não ser
é um escrutínio do sentimento
algo que queremos e podemos ter

A capacidade […]

Achei aqui, ó: http://amizadepoesia.wordpress.com/

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Eu de outrora, por Pessoa. De novo.

La mémoire, René Magritte, again.

NA FLORESTA DO ALHEAMENTO
Fernando Pessoa

SEI QUE DESPERTEI e que ainda durmo. O meu corpo antigo, moído de eu viver, diz-me que é muito cedo ainda. . . Sinto-me febril de longe. Peso-me não sei por quê...
Num torpor lúcido, pesadamente incorpóreo, estagno, entre um sono e a vigília, num sonho que é uma sombra de sonhar. Minha atenção bóia entre dois mundos e vê cegamente a profundeza de um mar e a profundeza de um céu; e estas profundezas interpenetram-me, misturam-se, e eu não sei onde estou nem o que sonho.
Um vento de sombras sopra cinzas de propósitos mortos sobre o que eu sou de desperto. Cai de um firmamento desconhecido um orvalho morno de tédio. Uma grande angústia inerte manuseia-me a alma por dentro, e incerta, altera-me como a brisa aos perfis das copas.
Na alcova mórbida e morna a antemanhã de lá fora é apenas um hálito de penumbra. Sou todo confusão quieta. . . Para que há de um dia raiar?. . . Custa-me o saber que ele raiará, como se fosse um esforço meu que houvesse de o fazer aparecer.
Com uma lentidão confusa acalmo. Entorpeço-me. Bóio no ar, entre velar e dormir, e uma outra espécie de realidade surge, e eu em meio dela, não sei de que onde que não é esse...
Surge mas não apaga esta, esta alcova tépida, essa de uma floresta estranha. Coexistem na minha atenção algemada as duas realidades, como dois fumos que se misturam.
Que nítida de outra e de ela essa trêmula paisagem transparente!. . .
E quem é esta mulher que comigo veste de observada essa floresta alheia? Para que é que tenho um momento de mo perguntar?. . . Eu nem sei querê-lo saber. . .
A alcova vaga é um vidro escuro através do qual, consciente dele, vejo essa paisagem. . . e essa paisagem conheço-a há muito, e há muito que com essa mulher que desconheço erro, outra realidade, através da irrealidade dela. Sinto em mim séculos de conhecer aquelas árvores, e aquelas flores e aquelas vias em desvios e aquele ser meu que ali vagueia, antigo e ostensivo ao meu olhar, que o saber que estou nesta alcova veste de penumbras de ver. . .
De vez em quando pela floresta onde de longe me vejo e sinto, um vento lento varre um fumo, e esse fumo é a visão nítida e escura da alcova em que sou atual destes vagos móveis e reposteiros e do seu torpor de noturna. Depois esse vento passa e torna a ser toda só-ela a paisagem daquele outro mundo...
Outras vezes este quarto estreito é apenas uma cinza de bruma, no horizonte d'essa terra diversa... E há momentos em que o chão que ali pisamos é esta alcova visível...
Sonho e perco-me, duplo de ser eu e essa mulher. . . Um grande cansaço é um fogo negro que me consome. . . Uma grande ânsia passiva é a vida que me estreita. . .
Ó felicidade baça... O eterno estar no bifurcar dos caminhos!. . . Eu sonho e por detrás da minha atenção sonha comigo alguém. . . E talvez eu não seja senão um sonho desse Alguém que não existe. . .
Lá fora a antemanhã tão longínqua! a floresta tão aqui ante outros olhos meus!
E eu, que longe desta paisagem quase a esqueço, é ao tê-la que tenho saudades d'ela, e é ao percorrê-la que a choro e a ela aspiro...
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Palavras de outrem sobre tempos de outrora, mas que nunca deixarão de ser tão minhas...
E é bom estar a contemplar as águas, as sombras, perceber e sentir que delas fomos familiares, e regozijar-se do tempo conjugado no passado.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Outros ventos.

Magritte.

Como diria Clarice, estou passando por um "período hiato" em matéria de produção de alguma coisa pra blog.
As demandas do ambiente tem sido muitas, muitas mesmo.
Mas aqui, deixo pelo menos umas cositas dignas de nota.
Estou conseguindo. Definitivamente, estou conseguindo, passando da fase das sombras e enxergando a vida com lentes apropriadas; não mais míope, não mais embaciada de sombras. Isso aqui deixo para todos os que, por ventura, chegarem a desacreditar na vida e nas suas múltiplas possibilidades, assim e exatamente como eu desacreditei, e muitas vezes não tive outra opção a não ser desistir. Quando faltam as forças...
Daí, sai como uma louca, buscando essa tal de força, e, pessoas, confesso: consegui.
Cheguei lá.
Ressalto: NÃO É IMPOSSÍVEL.
Mais uma ressaltada: É MUITO DIFÍCIL E DEMORADA essa chegada.
Outros dizeres falariam muito melhor por mim, muito mais acuradamente sobre, que tal: "saco vazio não pára em pé", e "a vida não pára"? Sim, sim, esses ditos mesmo!! Ao ganhar forças pra 'encher o meu saco' (e até então o problema tinha sido esse, força), parei em pé, bem andante, e estressada, a mais feliz do mundo. Hum, e com certeza, pro saco andar, não era apenas necessária a comida do ditado.
E as inúmeras voltas da vida acabaram trazendo-me a capacidade de enxergar que em tudo, temos no mínimo, dois lados, verdade essa que eu já conhecia (e já jogava aos sete ventos), mas ver o segundo lado das coisas é onde se encontrava o nó.
Desatei.
E o que eu queria deixar anotado é isso: NÃO DESISTAM DE VOCÊS MESMOS.
Contemos tantos tesouros, tantas potencialidades dentro de nós, mas alguma coisinha pode estar, feito tule, fazendo barreira.
Mas tule se rasga.
E o período é tão hiato em matéria de produção pra blog que eu nem imagino se vcs entenderam alguma coisa.
E queria muito que entendessem...
Prosas sobre seriam muito bem vindas.
É só marcar... Boooooora??

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ah, quanta coisa pra fazer!!!

Aos visitantes, um pedido de desculpas pelo estado de abandono do blog.
A universidade tá com toda a mulesta, trabalhos, provas, seminários mil, ando realmente sem tempo!!
Mas, vai aqui uma musiquinha, fala de pressa, já foi uma vez até o "about me" do orkut, e reflete essa ânsia apressada de minh'alma (e outras alminhas apressadinhas tb...) e tb o remédio: dar tempo ao tempo.
E os louvores todos à capacidade que está se consolidando em mim, de movimento.
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A Natureza Das Coisas
Santanna
Composição: Accioly Neto

"Ô chá, lá, lá, lá, lá
Ô chá, lá, lá, lá, lá

Se avexe não...
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.

Se avexe não...
A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.

Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.

Se avexe não...
Amanhã ela pára
Na porta da tua casa

Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá...

Se avexe não...
Observe quem vai
Subindo a ladeira
Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.

Ô coisa boa é namorar,
Ô coisa boa é namorar"
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E falta tão pouco, Minh'Alma... Já temos tão solenemente vivido, incrustado, companheiro, o AMOR...
E agora também pernas andantes...
Só falta o resto, danada apressada!
"Se avexe não"...

sábado, 31 de março de 2007

Pestanejar



Por que o tanto insistir de meu corpo a querer dormir apenas quando o mundo está a acordar?

segunda-feira, 26 de março de 2007

Mundo Laranja

Esse é o "Comitê de Recepção" ao lugar onde, ao ultrapassar a porta, tudo cessa, tudo apazigua, tudo fica blue... Melhor: laranja. Mais ainda: vermelho, rosa, cheio de flores, translúcido, úmido, sápido, cheio de cheiros e significados...
Não poderia ser outra a comissão de frente, se pensarmos mais misticamente: o que seria posto na recepção de entrada a um mundo mágico? Duendes, cogumelos, sapos, plantas... Elementos que abrem alas para a chegada num mundo de Inimaginável e Puro Amor!
Que acalenta e sossega, e aceita e recebe, em braços quentes, esse coraçãozinho senti-dor...
A Deus, todos os agradecimentos dessa vida.
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Soneto Do Amor Total

Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

sábado, 24 de março de 2007

Pra fazer mesmo valer a pena!

Fiz aqui neste espaço uma crítica a uma tentativa da coca-cola de enquadrar-se na tendência de vida saudável, baseada numa campanha vista num dos rótulos.
Recebi um comment de um participante do Instituto Coca-Cola, dizendo ser essa campanha de cunho social (embora, infelizmente, não tivesse qualquer menção a isso nos rótulos e em nenhuma das gotinhas) e, pra fazer valer a pena mesmo cada gotinha de coca-cola que, voluntariamente, botamos pra dentro mesmo sabendo de tudo, gostaria de convida-los à participar da campanha, clicando no link que está no finalzinho do blog e também, a quem interessar possa, ao consumir os produtos da coca, saibam que parte da renda será revertida pro Instituto.
Postei isso aqui meio tardiamente, a campanha se estendeu de 18 a 24 de março (hoje!!), mas as correrias cotidianas não permitiram fazer isso antes (fora o nó que só Mô conseguiu desatar em lidar com edição em HTML pra poder adicionar o botton da campanha).
Enfim, tomo coca-cola e não nego, nem acho que vá parar de tomar tão cedo... Melhor assim, sabendo que pelo menos um pouco de coisa boa irá pra outras pessoas.
Como hoje ainda está valendo, contribuam também, se assim desejarem!
A todos os passantes, os meus mais sinceros abraços e agradecimentos, viu?? Suas passagens por aqui me fazem muito feliz!

quarta-feira, 21 de março de 2007

"Eros uma vez..."

Vou contar-lhes um segredo, e outro não poderia ser o jeito de falar sobre essas coisas: ao pé do ouvido, em palavras sussurradas, em meio a pudores sempre presentes às voltas das confissões, e assim sendo não por qualquer outro motivo qual ser essa a melhor forma. Afinal... Que jeito melhor de falar sobre emoções?

Ao pé da orelha, com o soprinho do hálito, o sussurrar baixinho, o tempero do 'quê de proibido', o frêmito arrepiante da brisa morna no lóbulo... Como poderia ser melhor? Hum...

Psssssiu... Vem cá: vamos falar de Literatura Erótica?

O segredo está na predileção por essa ‘escola’. Shhhhhh... Não conta a ninguém não, viu?

O muito gostar, o muito rir (sim, o Marquês de Sade faz jus ao derivado 'sádico' mesmo, tira onda pesada - e ótima - de muita coisa, dentre elas o celibato), o muito sentir, o tempero do interdito, a irreverência dos que se propuseram a escrever sem os pudores (e até o pudor que apareça vem como o toque que apimenta e aviva em primazia o desejo de muitos) sobre o assunto até mais velho que a mais velha das profissões, crucial na calmaria dos ânimos, na continuidade das gerações e inutilmente protegido de menções sem censuras por muitas das forças de ordem religiosa: o sexo.

Adoro ler sobre sexo.

Sexo verbal faz meu estilo.

Como mulher (mais sobre isso em parêntese a frente), nada que torne mais vivo o que vive aqui dentro, úmido e latejante: o que excite a imaginação.

Funciona de verdade, assim como para os homens funciona uma foto de uma mulher nua.

Adoro os livros para serem lidos com uma mão só.

Não sei, e não entendo bem o funcionamento disso. Deduzo: a imaginação, na mulher, sobrepõe a visão, nos homens. Sabe-se lá porque, pode ser o lance dos planetas nascituros de cada um, Marte e Vênus...

Pra homem (mais no tal mencionado parêntese), é só olhar um filme desses que não tem sequer uma conversinha no início da história, ou se tiver, algo como: “-E ai, gostosa, vamos foder agora?” E o mero olhar do vuco-vuco já deixa lá, o que é pra assim ficar, hasteando bandeiras.

Não vamos dizer por isso que mulher não sente nada vendo filmes pornôs: eu gosto até. Mas, pelo menos pra mim (“O” parêntese: querendo ficar bem distante de generalizações sobre a forma de sentir da mulher e do homem, pelo conhecimento e respeito que tenho quanto à diversidade humana) até pra lombrar num filme dessa espécie, a imaginação tem que imperar: fingir que o ator não esqueceu do ‘gentleman’ que possa haver ‘lá bem dentro’ de onde possa ser ‘que lá possa estar’, despi-lo da persona de ator e abstraí-lo como sendo o meu homem, e esquecer dos cabelos geralmente loiros da ‘moça’ pelos meus castanhos, e enfim, derivar todo o processo para o imaginativo.

A literatura nem sequer passa por esse processo: vai mesmo no cerne da questão.

E, alopática como eu, daí nasceu a predileção.

Um site que curto por demais tem uma sessão só sobre erotismo. Fica aqui como indicação: http://www.pontodevista.jor.br/erotismo/ero1.htm. A imagem que usei no post (Le Midi - o meio-dia - de Ghendt em guache de P.A. Baudouin) foi tirada de lá. Essa parte do site é quase uma antologia de diversos fazedores desse tipo de arte tão... Interessante. Também recheada de imagens legais pra caramba. O site todo é do caralho.

E não pense que as diversas menções ao imaginativo me fazem puritana... Hum, não. No, no, no. Que há de tão puro no sexo além do prazer?

O amor é um mixto de muitas coisas, muitas, e sexo com amor é a plena concretização do prazer mais soberano. Simples assim.

E quem disse que há puritanismo no sexo com amor? Hein?

Todos os 'vivas' aos que se dispuseram a montar para o nosso deleite linhas e linhas de pura... Imaginatividade.

Pra terminar, uma rapidinha de uma ótima merecedora de ‘vivas’, Anais Nïn.

"Trechos do Diário de Anais Nin

diário - I

Quero estar onde quer que você esteja. Deitada ao seu lado mesmo se você estiver dormindo. Henry, beije meus cílios, ponha seus dedos sobre minhas pálpebras. Morda minha orelha. Empurre meu cabelo para trás. Aprendi a desabotoar a sua roupa com rapidez. Tudo, em minha boca, chupando. Seus dedos. O calor. O frenesi. Nossos gritos de satisfação. Um para cada impacto do seu corpo contra o meu. Cada golpe, uma pontada de prazer. Perfurando numa espiral. O âmago tocado. O útero suga, para a frente e para trás, aberto, fechado. Os lábios adejando, línguas de cobra adejando. Ah, a ruptura - uma célula de sangue explodida de prazer. Dissolução."
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Uma ótima indicação também é a antologia das "100 melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal", da Ediouro, organizada por Flávio Moreira da Costa, com um único erro de edição apenas: o tamanho e a grossura do livro não permitem-no servir a sua práxis de ser lido com uma mão só.

Hum, Angélica, muitíssimo obrigada pelo empréstimo do livro. Quando faremos o ritual de devolução?

domingo, 18 de março de 2007

Deu uma fora


A coca-cola, sempre antenadíssima nas tendências de consumo e com uma competentíssima equipe de publicidade, sempre bomba em suas propagandas.

Ok, ok, repúdio ao capitalismo selvagem, ô ô ô, mas que isso é verdade, ninguém pode negar.

Coisas fofinhas, enternecedoras, como os ursinhos polares na época de natal... Lembram tanto a aura familiar e de conotações fofinhas da época...

Agora apareceram com um comercial valorizando as diferenças, vejam só que coincidência com a tendência atual (mais tendência do que ação) pelo respeito aos direitos humanos.

"Tem sede que só com coca-cola". Dito que soa tão verdadeiro que só os que são viciados em coca sabem mesmo que é verdade.

Enfim, sempre se renovando e bombando.

Agora, na minha parca consciência crítica, posso afirmar: se fuderam com a tendência de coisas saudáveis.

Está em alta o consumo de produtos orgânicos, do bem-estar físico, manutenção da saúde e etc.

Lá vai a coca-cola tentar adequar-se a esse padrão.

Mas, como? Me digam, COMO? Acho que os publicitários devem ter ficado arrancando os cabelos diante de um briefing pedindo que eles representassem a coca-cola original como saudável. O que mulesta uma coca-cola tem de saudável, digam???

A light ainda tinha o vínculo com a manutenção da forma física, pouquíssimas calorias, e para estender o público consumidor até o gosto ruim que tinha eles alteraram na fórmula e esboçam propagandas perguntando: "Levante a mão quem disse que nunca iria pedir uma coca-light na vida e hoje levantam para pedir?" A frase não tá na literal não, mas a idéia é essa.

Mas daí a tentar adequar a coca-cola original à tendência do saudável... Complicado. Numa tentativa infeliz, os rótulos esboçam:

"MOVIMENTO BEM ESTAR
Cada gota vale a pena"

E, dentro de gotinhas, cada uma das quais mostrando um dos 'vale a pena', escritos os benefícios à saúde de uma tomada de coca-cola:

"Contém milhares de sorrisos".

Um desses milhares é aquele que se dá quando depois de uma azia monstra se toma um Sonrisal.

"Caminhar 30 minutos diariamente e sorrir ajuda no seu bem estar".

Certo, agora ai faltou qualquer conteúdo informativo novo, ou nessa geração-saúde não somos bombardeados pelas informações acerca dos benefícios do exercício físico para o bem-estar? Não contaram nenhuma novidade, nem também que é mais ou menos esse o tempo de caminhada que se tem de desprender para queimar as calorias de um copo generoso da bebida.

"200 ml contém 85 kcal - 4%*"

Leia-se: 200 ml = pouco mais de um gole. Putz, 200 ml é quase nada prum tomador de coca-cola!!! Ah, e o asterisco apontando tal porcentagem baseada numa dieta de aproximadamente 2000 kcal. Nas dietas de emagrecimento, vale mais a coca-light mesmo, pq a quantidade média pra quem está de dieta é 1400 kcal.

"GRANDE fonte de hidratação"

Essa foi a máxima!!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Grande fonte de hidratação! Vamos tomar coca no lugar de água agora, povão!
Uouhoooou!!! Melhor ainda essa idéia de dar coca-cola pros camelos!! Passarão assim mais dias ainda sem beber água!!!
Coca-cola ajudando na sobrevivência no deserto!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Ai, ai...

"Bebida com baixo teor de sódio"

Ô que coisa boa!!! Eita que coisa boa... Se os hipertensos também não fossem indicados pelos médicos a não tomar refrigerantes! Refrigerantes de cola, quer corrente quer diet, estão associados a um maior risco de hipertensão...

Acho que os milhares de sorrisos referidos na primeira das 'gotinhas que valem a pena' vem dessa gracinha de tentativa de fazer uma coca-cola ter algo de saudável!!!

Deveriam ter deixado quieto a tentativa de ser 'saudável' e continuado em enfatizar o 'Viva o Lado Coca-Cola da Vida', fudendo os estômagos a livre e espontânea vontade mesmo, enchendo os bolsos dos gastroenteorologistas!!

Mais eficaz como campanha, quem sabe, acho que seria se colocassem, de brinde, sal de frutas embutidos na tampinha.

sábado, 17 de março de 2007

Ao pacifismo das marés


"Carta do dia: Cavaleiro de Copas

Exercitando a gentileza.

O Cavaleiro de Copas emerge do Tarot como arcano conselheiro neste momento de sua vida, Jackeline. O conselho é aqui claro e direto: seja gentil. Faça com os outros aquilo que você gostaria que fizessem a você. Exercite ao máximo a sua capacidade de compreensão, de gentileza, conquiste as pessoas com atos singelos. Tudo o que você precisa, neste momento, não é pedir amor. É dar este amor, sem criar expectativas de retorno. É quando você parar de cobrar que receberá tudo o que almeja. Você sofrerá testes, no que diz respeito à capacidade de agir de forma compreensiva e gentil. Tente resistir à tentação de pôr pra fora agressividade e grosseria. O uso da palavra delicada, neste momento, faz toda a diferença!

Conselho: Exercite ao máximo a gentileza"
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Hum hum!!! Certo, podem deixar... Fiquem tranquilos! Eu sou gentil, gente, eu acho que eu sou! (...) E o "amai ao próximo como a ti mesmo" sempre foi a minha máxima, a minha diretriz... Vocês sabem, não é? Digam pra mim... Hum, estão aparecendo tantas sucessivas confirmações que não mais creio serem advindas do acaso. Não, não, não acredito mesmo em acaso.
E quanto a gentileza, tudo tão quieto e calado... Fica mais fácil ainda ser gentil!

Devo mesmo ter pose de Leoa, até numa representação arquetípica pedem isso de mim.
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Perdida feito cego em tiroteio, pedindo conselhos a tudo e a todos e a todas as coisas na vida. Essa foi a resposta do Tarot (personare.com.br).
E a volição é apenas em manter a paz.
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Meus agradecimentos a Morfeus, contribuiu para manter as marés calmas como estão, e a exercitar a gentileza dos silêncios. Sinto ter sido melhor assim.
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À guisa de P.S., mais uns dedinhos de prosa do Cosmos:
"A desarmonia que envolve Vênus no céu com o planeta Mercúrio do seu mapa entre os dias 17/03 (hoje) às 4h59 e 26/03 às 8h12 não é um conflito grave, Jackeline, e diz respeito a alguns conflitos internos relacionados à sua forma de vivenciar o amor. É possível que, neste momento, você venha a questionar mais a sua vida afetiva, percebendo de forma mais intensa as suas insatisfações. Mas o problema neste período é que de nada adiantará muito pensar, pensar e pensar".
Tou falando!!! Publicando também, esse Personare dá 'muitas dentro'... E já que a ordem é arreganhar-se mesmo...

quarta-feira, 14 de março de 2007

O cotovelo e suas dores


Uma insônia (in?)justificada ontem.
Mesmo depois do dia extenuante e extasiante, de ações e realizações muitas, que deixaram-na deveras feliz.
Mas a cabeça tem suas injustificadas mesmices, mesmices... Mesmices...
E o bálsamo do tempo não tinha agido ainda assim, tão devidamente quanto tinha acreditado.
Mas de qualquer forma ficam aqui os 'mais gratos agradecimentos' pelo silêncio.
Ela não gostava de silêncios, mas hoje eles são absurdamente necessários e de fins, desta vez, curativos.
O silêncio está ajudando - e muito - a entrar em conformidade com a ordem das coisas, os caminhos que se separam, as dores que, sim, sabemos, curam-se e passam.
E as mesmices atordoaram a mente por uns instantes. As perguntas sem respostas, só algumas conclusões que, sem elas, não haveria qualquer homeostasia dentro da mente louca e sentidora por demais, uma ou outra conclusão respondia alguma coisa e outra.
Entre as conclusões, uma certa calma.
"Por quê?"
Mesmice.
Ficou a indagar uns porquês, a sentir saudades que tinham dado uma trégua ao coraçãozinho fodido que sente por todas as veias e pulsações, e sozinho em sua intensidade (sempre). A trégua alimentada, muito e por demais, pelo silêncio desta vez presenteado, jura, jura, e agradece: "-Muito obrigada".
"Por que ainda sinto isso? Por que ainda lembro?"
Teve que levantar da cama, dizer pra Ela mesma bem duramente: "-Home, vá é estudar, caralho...".
Foi. Fumou um cigarro, dois, três. E depois do estupro à garganta, ardida, peito dolorido por causas estas, foi tentar dormir de novo, crendo que a lapada de suco de maracujá concentrado faria efeito. "-Estudo amanhã cedinho".
Que nada. As mesmices novamente, e talvez o fato de ter sido o suco concentrado daqueles industrializados, não contribuíram para que a natureza nem o corpo cumprissem com o seu papel.
Não chorou!!! Orgulhosamente, não chorou. Aos passantes parecia até que a fonte tinha secado. Secou?
Ao primeiro sinal de águas, levantou, outra vez, obstinada, enraivecida, e toda a sorte de forças que amparam os corações carcomidos, bradando aos sete vácuos do interior: "- Não chore por quem nem sequer lembra de chorar por ti".
Pareceu conselho de avó, né? Quem sabe não foi?
E lá vai ela, continuar a cultivar um jardim de amor, "ao invés de esperar que tragam flores". Porém, ao seu julgamento, desta vez, aos merecedores e lutadores, como ela, pelo mesmo amor e pelas mesmas flores.
Torçam por ela!! Creio que ela chega lá, vcs vão ver. E tenho mais uma suposição: sabe qual será o combustível pra isso??? Mais alguém chuta???
O SILÊNCIO.
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Achei a foto dessa bela fumacinha aqui ó: http://www.blogg.org/blog-28625.html

sexta-feira, 9 de março de 2007

Ouhoooouu!


Nada como um dia após o outro, um obstáculo pulado após o outro, e essa sucessividade de fatos que acabam por nos trazer, ainda que momentaneamente (sabemos) a paz.
Mas, os vivas a essa rodada da roda-viva: Tive uma super crise de riso hoje.
Do nada, sem qualquer entorpecente em mente. Ops, talvez algumas dosagens de drogas controladas, digamos, mas a crise de riso foi em meio a um restaurante, depois de um prato de sopa, de sobremesa bolo de chocolate e uma chícara de café. Nada mais.
Nada de sucessivas doses, sucessivas buscas, nada de espetáculos, nada de cômico, nada: se deu ali, gostosa, meio inconveniente, atropeladamente incontrolável e longa. Uma crise de responsa: os músculos da barriga doeram como a tempos não doíam. Chorei. Chorei de rir!!!
Putz, como foi bom. Como foi BOOOOOOOOM!
Quase como prenúncio de novas eras.
Que seja: vou acreditar nisso, deveras. Me apoderar da alegria que se faz minha.
E o post curto (milagre!) faz juz a uma música que conheci através da voz de Gal, certeza que não apenas Freud nos explica:

Barato Total

Gal Costa

Composição: Gilberto Gil

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Quando a gente tá contente
Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz
Que eu me esqueça do meu compromisso
Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás
Dez minutos atrás de uma idéia já dão
Pra uma teia de aranha crescer e prender
Sua vida na cadeia do pensamento
Que de um momento pro outro começa a doer

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Quando a gente tá contente
Gente é gente (gato é gato!)
Barata pode ser um barato total
Tudo que você disser deve fazer bem
Nada que você comer deve fazer mal
Quando a gente tá contente
Nem pensar que está contente
Nem pensar que está contente a gente quer
Nem pensar a gente quer, a gente quer

P.S.: Ao Grande Amigo, O Melhor Amigo, O Grande Irmão Rô: todos os meus 'muito obrigadas' por sua existência.
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Créditos da imagem: http://www.jovempanfm.com.br/entrevistas/bira_tomate.php, tem um link lá que leva nas fotos.

E passadíssima e com ódio constatei que no Youtube não consta NENHUM VÍDEO com as gargalhadas do Bira!!! Caralho, no Youtube 'tem tudo na vida', e não ter um videozinho com as gargalhadas dele? Putz!! E os créditos da escolha da imagem... Quase não precisariam de dizeres: existe gargalhada mais massa que a do Bira, que faça rir da mais simples cômica sonora da gargalhada mesmo?

segunda-feira, 5 de março de 2007

É mesmo fundamental, pra evitar qualquer boa tragédia.


"Visita de Bush ao Brasil terá grande esquema de segurança

05/03/07 às 20:22
Por Vannildo Mendes

Brasília, 04 (AE) - O maior aparato de segurança já montado para a visita de um chefe de Estado foi montado pelo governo brasileiro para receber o presidente dos EUA, George W. Bush, nos próximos dias 8 e 9. Tropas do Exército e da Aeronáutica e mais 200 policiais de elite da Polícia Federal vão atuar diretamente na segurança do presidente americano e de sua comitiva.

As cautelas foram reforçadas em razão do atentado da semana passada, no Afeganistão, contra o vice-presidente Dick Cheney. O esquema de segurança começou a ser discutido em detalhes há mais de um mês.

O efetivo da PF inclui uma equipe do Comando de Operações Táticas (COT), a força mais especializada do País para atuar em situação de risco extremo. Os brasileiros trabalharão em sintonia com efetivos da CIA, do FBI e do serviço secreto americano que darão cobertura à visita de Bush ao Brasil. "Ele (Bush) é alvo potencial em qualquer parte do mundo.

Por isso adotamos o risco de segurança no nível mais elevado. Todos os recursos foram mobilizados para a visita", disse o coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, Daniel Sampaio.

Mas os americanos têm suas próprias cautelas e estão trazendo, além de 250 agentes de segurança, armas poderosas, inclusive artefatos antimíssil, equipamentos de comunicação e toneladas de material de consumo pessoal para evitar que haja risco a Bush e à comitiva, que inclui a secretária de Estado, Condoleezza Rice.

Na missão precursora que chegou semana passada a São Paulo, um avião cargueiro trouxe de água mineral a produtos de limpeza, higiene pessoal e alimentos. Eles trouxeram também grande quantidade de armas, uma central de comunicação, 12 furgões blindados e uma unidade médica móvel. Até o combustível a ser usado nos veículos da comitiva presidencial virá dos EUA.

"Nas viagens do presidente eles adotam um esquema de risco zero e trazem tudo que vai ser usado ou consumido pela comitiva e equipe de apoio", observou Sampaio. De tudo o que trouxeram, por força dos acordos de cooperação e reciprocidade entre os dois países, os americanos só precisaram declarar as armas que portarão enquanto estiverem no Brasil.

A PF concedeu-lhes portes especiais, mas não revela a quantidade ou o tipo de armamento por motivos de segurança. Nas reuniões prévias, foi acertado um esquema de credenciamento para definir quem pode ou não se aproximar da comitiva. "A segurança será total, sobre qualquer coisa e a qualquer hora, enquanto durar a visita", disse Sampaio".
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Como disse, com grande propriedade e sem contar qualquer novidade, o coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, Daniel Sampaio, Bush é mesmo alvo potencial em todo o mundo.
Quem não adoraria matar George Bush?
Até Peter Pan faria também essa benesse à humanidade, com a consciência das mais limpas, e seria recebido com a maior festa universal promovida em comemoração.
Te cuida mesmo, Bush!!
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Ah, poderiam aproveitar todo o instrumental, todo o aparato tático, toda essa preparação montada pelo governo brasileiro também para erradicar a violência pro Brasil, não acham? É quase uma ironia isso tudo, tão bem planejado e prontamente executável pra receber o filho da puta mor, porém, no Brasil continua tudo na mesma merda, e por falta de tantas coisas... Organização, recursos...
Aqui deixo registrada a minha indignação como brasileira.
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Matéria do Notícias Oi - http://www.oi.com.br/data/Pages/0368EBB1ITEMID968830CC2EE54675B96632CF6CAE6CEFPTBRIE.htm

Créditos da imagem: http://varetafunda.blogspot.com/2004_11_01_varetafunda_archive.html, achado onde? Quem adivinha??? Sim, no Grande Oráculo do Google Imagens!

Com a ajuda da também magnífica "Ferramenta de Idiomas" do Grande Oráculo, vou tentar articular uma possivel traduçãopara os dizeres da imagem, passível por demais de erros. Que valha a intenção:

PROCURADO

GEORGE W. BUSH

Por crimes contra a humanidade e o planeta.
Beware?? Não sei bem o que signifique, mas, deve ser: Cuidado se você se encontrar com esse homem!!
Sofre da ilusão (??? vixe q dificuldade é essa de encontrar traduções...) de que é o presidente democraticamente eleito dos EUA.
Não se aproxime dele, ele só anda armado e é dotado de perigosos aparatos nucleares (ai foi uma tradução meio subjetiva praticamente, mas espero que válida).
Tenha um ato de responsabilidade e entre em contato com a estação de polícia mais próxima.

À guisa de P.S.: Ajudem-me os mais letrados, pleeeeeeeease!!

domingo, 4 de março de 2007

Constou nos Astros.

Momento crítico o que estou passando... Obscuro...

E como o tempo não pára, fui fazer as coisas habituais, ver o or-ku, e-mails... Vejam só uns embrulhos meio cabalísticos que acabei recebendo.

Um e-mail daqueles com apresentações em slides fofinhos veio intitulado: "A missão de cada signo". Tinha criancinhas em desenhinhos, bem bonitinho mesmo.

Tendo em mente que descobri recentemente ser de aquário com ascendente em escorpião, fui logo em cima do que se dizia a respeito, e vejamos o que se segue. Antes, um comentário: o cunho religioso da mensagem veio pra lá de controverso, unindo Deus e Astrologia. Mas, tudo bem. Vamos lá:

"A MISSÃO DE CADA SIGNO.

...E então, naquela manhã Deus compareceu ante suas doze crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, cada criança deu um passo à frente para receber o Dom e a função que lhe cabia. E chamando de um por um, prosseguiu chamando as criancinhas.

Aquário, venha cá...
A ti, Aquário, dou o conceito de futuro, para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o meu amor. Para que possas voltar os olhares humanos em direção a novas possibilidades, Eu te concedo o Dom da Liberdade, de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer que ela esteja.
E Aquário retornou ao seu lugar.
Principal característica: a originalidade
Qualidade: o humanismo
Defeito: o radicalismo

Escorpião, venha cá...
A ti, Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão de Minha Idéia, o que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas quando finalmente voltares, terei para ti o Dom supremo da Finalidade.
E Escorpião retornou ao seu lugar.
Principal característica: a profundidade.
Qualidade: conhecimento do ser humano
Defeito: intensidade excessiva".

Posso dizer que relevando as controvérsias, me senti lida sim senhor.

Depois tinha outro, intitulado, em caixa alta: ALERTA DE NOVO TRÂNSITO ASTROLÓGICO.

Sol na casa 5, lua na casa 12

04/03 (hoje) às 22h19 a 07/03 às 19h10
A Lua transita pela Casa 12, enquanto que o Sol se encontra na Casa 5, entre os dias 04/03 (hoje) às 22h19 e 07/03 às 19h10. A sua sensibilidade estará também mais ativa, de modo que neste período há o risco de você ter reações um pouco exageradas a determinadas coisas que em outros momentos sequer lhe incomodariam, portando-se de forma dramática. Lembre-se de refletir neste momento, e procurar observar se você não está tendo reações um pouco exageradas. É possível, inclusive, que você venha a ficar lembrando de coisas não muito agradáveis... Que tal ter uma postura prática em relação a tais questões, Jackeline? Sol e Lua começam a sair da oposição, e a estabilidade emocional gradualmente retorna. Procure, nestes dias, meditar e refletir a respeito das coisas que você modificaria em si.

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Hum, Astros, tá certo.

Coisas não me incomodaram deveras, da forma que deveriam 'deveras ter incomodado', pra que culminassem no ponto de me fazer agir, Senhores. Porém, “Libertas quae serae tamen”, ok?

Tb aquele lance que consta em vcs, sobre minha pessoa, "terás a habilidade de conhecer a mente dos homens", por exemplo, dá uma corroborada na minha mais constante tentativa, e acrescido a isso também uma antiga profunda crença no ser humano e nas suas capacidades de evolução através do amor, algo quê de 'originalidade' e 'humanismo', também citados. "Para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades". Ô como seria bom que tivesse tido a capacidade de cumprir tal função...

Defeitos? Radicalismo e intensidade excessiva. Bingo.

"Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o meu amor", tal profecia nos búzios, astros e seres humanos, com suas adagas em forma de palavras.

Aos trânsitos astrológicos, um dedo de prosa.

Uma repetitividade exagerada, Senhores, de dores, de silêncios e de abandonos, acaba por fazer com que sejam emanados sentimentos exagerados mesmo, entendem?

Não pensem que não refleti e meditei (pra caralho) a respeito das coisas que modificaria em mim, Astros. Não apenas isso: as executei. Nesse trânsito astrológico mesmo, em que deveria ter ponderado, segundo as recomendações de muitos. Mas, Astros, vcs tb bem sabem o quanto avaliei...

E, deixando um pouco pra lá os Senhores, com todo o devido respeito, acreditem ou não, estou em paz. Respeitei meus sentimentos e minhas dores, ouvi o que tinha de ser ouvido, e a necessidade, a partir de agora, é a de não mais ver sentido em sentir dores.

A decisão? Não poderia ser outra, em se tratando de mim: alopática, radical, intensamente excessiva. Porém profunda, humana e com a originalidade de ter decidido não mais colocar as sujeiras debaixo do tapete.

Antecipei a renovação.

Pra fechar Caetaneando, Outras Palavras.

"Nem vem que não tem, vem que tem coração, tamanho trem
Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim
E fora de mim
quando você parece que não dá
Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir
Tem me feito muito infeliz mas agora minha filha:
Outras palavras"

E mais outras:

"Para que possas voltar os olhares humanos em direção a novas possibilidades, Eu te concedo o Dom da Liberdade, de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer que ela esteja".

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Créditos do trânsito astrológico: http://www.personare.com.br

Créditos da imagem: http://www.cyberartes.com.br/edicoes/180/artista12.jpg, achado no Google Imagens.

Créditos da apresentação de slides com mensagens controversas (religiosamente falando): Ih... Agora me pegaram. Até o remetente do e-mail não conheço mto bem...